terça-feira, maio 04, 2010

Por que a Folha mente (mente, mente, mente, desesperadamente)

Emir Sader, Carta Maior / Blog do Emir

“As elites de um país, por definição, consideram que representam os interesses gerais do mesmo. A imprensa, com muito mais razão, porque está selecionando o que considera essencial para fazer passar aos leitores, porque opina diariamente em editoriais – e em matérias editorializadas, que não separam informação de opinião, cada vez mais constantes – sobre temas do país e do mundo.

A FSP, como exemplo típico da elite paulistana, é um jornal que passou a MENTIR abertamente, em particular desde o começo do governo Lula. Tendo se casado com o governo FHC – expressão mais acabada da elite paulistana -, a empresa viveu mal o seu fracasso e a vitória de Lula. Jogou-se inteiramente na operação “mensalão”, desatada por uma entrevista de uma jornalista tucana do jornal, que eles consideravam a causa mortis do governo Lula, da mesma forma que Carlos Lacerda,na Tribuna da Imprensa, se considerava o responsável pela queda do Getúlio.

Só que a história se repetiria como farsa. Conta-se que, numa reunião do comitê de redação da empresa, Otavio Frias Filho – herdeiro da empresa dirigida pelo pai -, assim que Lula ganhou de novo em 2006, dava voltas, histérico, em torno da mesa, gritando “Onde é que nós erramos, onde é que nós erramos”, quando o candidato apoiado pela empresa, Alckmin, foi derrotado.

O jornal entrou, ao longo da década atual, numa profunda crise de identidade, forjada na década anterior, quando FHC apareceu como o representante mor da direita brasileira, foi se isolando e terminou penosamente como o político mais rejeitado do país, substituído pelo sucesso de Lula. Um presidente nordestino, proveniente dos imigrantes, discriminados em São Paulo, apesar de construir grande parte da riqueza do estado de que se apropria a burguesia. Derrotou àquele que, junto com FHC, é o político mais ligado à empresa – Serra -, que sempre que está sem mandato reassume sua coluna no jornal, ...

Quem é Boris casoy?

Recordar é viver. Reproduzimos, na íntegra, a reportagem da finada revista O Cruzeiro, de 9 de Novembro de 1968. O texto é de Pedro Medeiros e as fotos de Manoel Motta.

Muitos dos empresários, advogados e jornalistas que hoje posam de democratas integraram a famigerada facção criminosa conhecida como Comando de Caça aos Comunistas (CCC).

A principal missão dos seus membros era vigiar pessoas próximas, investigar suas vidas e delatá-las aos órgãos de repressão. Por causa dessa paranóia direitista, muita gente que sequer estava na luta armada foi presa, torturada e morta nos porões do regime militar.
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Mas os membros do CCC não se limitavam a vigiar e delatar. Eles também articulavam ações terroristas contra indivíduos ou grupos de esquerda.

Foi o CCC, por exemplo, que organizou a invasão da USP, responsável pelo massacre dos estudantes daquela universidade. O CCC também organizou a invasão do teatro Galpão e espancou os atores da peça Roda Viva, de Chico Buarque.

Dentre os direitistas radicais que participaram destas ações estava Boris Casoy.

Fonte O cruzeiro.

sábado, março 20, 2010

Lula está de olho no cargo de secretário-geral da ONU, diz "The Times"

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva estaria considerando a possibilidade de suceder Ban Ki-moon no cargo de secretário-geral da ONU, segundo afirma reportagem publicada neste sábado pelo diário britânico "The Times".

Segundo o diário, "diplomatas dizem que Lula, que deixa o cargo em janeiro, pode buscar o posto mais alto da diplomacia mundial quando o primeiro mandato de Ban Ki-moon expirar, no fim de 2011".

"A ideia teria sido aventada pela primeira vez pelo presidente da França, Nicolas Sarkozy, durante a reunião de cúpula do G20, em Pittsburgh, em setembro", comenta o diário.

A reportagem observa que a possibilidade já vem sendo discutido pela imprensa brasileira, com sugestões de que Lula teria sido consultado por mais de uma pessoa sobre a questão.

"Paixão pela África"

Em entrevista ao diário, o assessor da Presidência para assuntos internacionais, Marco Aurélio Garcia, não negou a possibilidade. "Ele (Lula) tem um grande interesse em questões internacionais, no processo de integração da América do Sul", disse Garcia ao jornal. "Ele tem uma grande paixão pela África. Ele realmente quer fazer algo para ajudar a África."

Para o diário, o estilo pessoal do presidente brasileiro e sua capacidade para manter relações amigáveis com todos os lados --com a China e com os Estados Unidos, com o Irã e com Israel-- elevou seu reconhecimento internacional.

O jornal comenta as ofertas feitas na última semana por Lula, durante sua viagem ao Oriente Médio, de servir de mediador para o conflito na região como um exemplo dessa proeminência cada vez maior do presidente no cenário internacional.

Veto

O "Times" observa, porém, que Lula tomou recentemente posições que desagradaram os Estados Unidos e o Reino Unido, ambos países que teriam o poder de veto sobre sua indicação ao cargo de secretário-geral da ONU.

O jornal cita a recepção dada em Brasília ao presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, e as críticas às sanções ao Irã, e também o apoio à Argentina em sua disputa com os britânicos pelas ilhas Malvinas.


Segundo a reportagem, a secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton, teria considerado as iniciativas de Lula pela paz no Oriente Médio como "risivelmente ingênuas".

http://www1.folha.uol.com.br/folha/bbc/ult272u709775.shtml

segunda-feira, fevereiro 01, 2010

De quem é a culpa pela chuva e o caos em São Paulo?

“Dizer que a culpa das chuva que destrói São Paulo é da natureza, que anda em fúria, é uma visão, no mínimo, tendenciosa e simplista. Me parece inacreditável até o espanto com que a mídia 'enxerga' a fúria da natureza na região, desde o ano passado. E poupemos os governos pelas sucessivas lambanças que vêm fazendo na região, canalizando erroneamente os rios, ocupando as encostas desordenadamente, deoxando de lado a manutenção da rede de águas pluviais, mantendo as favelas e esquecendo a coleta de lixo e, de quebra, a diignidade dos mais humildes. Nada que nós, aqui no Rio, não conhecemos bem - e muito bem. Sorte(?) nossa que, na década de 80, nossa prefeitura fez um maciço investimento em contenção de encostas, o que diminuiu expressivamente os deslizamentos constantes.

Mas o que me chama a atenção, neste momento, é a boa vontade da mídia com Gilberto Kassab, o prefeito que só virou prefeito porque José serra abandonou o mandato no meio do caminho - com menos de dois anos - para sair candidato a governador e entregou a máquina municipal em suas mãos. Não deve ter sido difícil se reeleger ano passado diante do leque(?) de opções. E agora a cidade paga o preço das ambições políticas do PSDB, que para evitar que a prefeitura continuasse nas mãos do PT, lançou Serra. Os paulistanos foram avisados: serra iria renunciar. Serra renunciou, entregou a administração nas mãos do Kassab (o prefeito esquisitão, como diria Agamenon Mendes Pedreira) e a manutençãod a cidade foi para o beleléu.”

Andre Balocco, Cidade Copacabana / JB

José Dirceu: Só na mídia candidatura Serra avança

“Conforme cai a cada pesquisa, a candidatura José Serra amplia seus tentáculos e espaços na mídia.

Estadão e Rede Globo disputam a primazia de quem faz a campanha mais escancara pró-Serra.

O Estadão mantém-se coerente e pelo terceiro dia consecutivo trabalha para os tucanos. Com o título “Planalto defende Meirelles para vice de Dilma”, o jornal fomenta uma briga inexistente entre o PMDB e o PT. Essa semana o pretexto é que os petistas não querem o presidente nacional do PMDB e da Câmara, deputado Michel Temer (SP) como candidato a vice-presidente na chapa encabeçada pela ministra Dilma.

Não há nenhum movimento do chamado Planalto a favor do presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, como diz o jornal. Mas, com essa nova manchete, o Estadão passa recibo e veste a carapuça: está de fato na articulação para tentar azedar ou mesmo inviabilizar a aliança PT-PMDB para a eleição de outubro.”

Vermelho.org

Lula afirma que político deveria ter prazo de validade e chama oposição de mesquinha

Folha Online

“O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira que a "desgraça da política" é que político deveria ter prazo de validade carimbando na testa. "A pessoa não está com o prazo vencido porque tem idade. A pessoa está com o prazo vencido porque tem a cabeça atrasada, tem maldade, e não pensa de forma moderna", disse o presidente em discurso na cidade de Paulista (PE).

Lula também chamou a gestão do ex-governador e senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) de "mesquinha" e defendeu o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), que será candidato à reeleição em 2010.

"Tenho certeza absoluta, a gente não pode falar de eleição, eu não sou candidato. Mas você pode ficar sabendo de uma coisa: esse Estado não tem o direito de retroceder, esse Estado não tem o direito de voltar a um passado danoso e a um passado mesquinho, esse Estado aprendeu a andar para frente", afirmou o presidente.”

Ipea lança mapa com informações sobre municípios brasileiros

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulga hoje (28) o portal Mapas Ipea, que permite aos internautas visualizar, no mapa brasileiro, diversas informações sobre os municípios do país. Será às 10h. Por meio do portal será possível, por exemplo, obter detalhes sobre as 12 cidades-sede da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016.


fonte : Agência Brasil


Leia mais:

http://ousarlutar.blogspot.com/2010/01/ipea-lanca-mapa-com-informacoes-sobre.html

quarta-feira, janeiro 27, 2010

Sabesp republica balanço de 2008 com queda de R$ 944 milhões no lucro

A Sabesp anunciou hoje que irá republicar o balanço de 2008, com uma redução de R$ 944,5 milhões no lucro líquido, para reconhecer despesas com pagamento de benefícios a aposentados da companhia.

Segundo comunicado da empresa, uma decisão judicial obrigou a companhia a pagar benefícios de complementação de aposentadoria e pensão, cuja responsabilidade inicial era do governo do Estado de São Paulo. Essa decisão implica em uma provisão para as despesas de R$ 409,1 milhões.

Além disso, a direção da Sabesp avalia ser necessário reconhecer uma provisão para a obrigação relativa ao compromisso atuarial mantido com os beneficiários, no valor de R$ 535,4 milhões.

Por conta das provisões, o lucro da companhia de saneamento no ano passado, que havia sido de R$ 1,008 bilhão, agora despencará para R$ 63,6 milhões. "Trata-se de efetuar provisão contábil em face da incerteza quanto ao recebimento do crédito", diz a companhia no comunicado.

A alteração do balanço será submetida à aprovação da assembleia de acionistas.

Fonte : Valor Online

Sem candidatos fortes pelo Brasil, PSDB deve lutar para manter SP

O ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (atual secretário estadual do Desenvolvimento) deve mesmo ser o candidato do PSDB a disputar o governo do Estado nas eleições deste ano, apesar do empenho do secretário Aloysio Nunes (Casa Civil) em conseguir a indicação do atual ocupante do posto, o também tucano José Serra, que pretende abrir mão da reeleição para disputar a Presidência da República.
Vermelho.org / R7

Os tucanos ouvidos pelo R7 disseram que, apesar das divergências no passado entre Serra e Alckmin, o PSDB não pode desperdiçar o favoritismo do ex-governador em São Paulo, uma vez que a legenda enfrenta dificuldades para emplacar nomes em outros Estados importantes, como Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Pernambuco e Ceará. A única candidatura tucana forte, até agora, é do prefeito de Curitiba, Beto Richa, que tentará se eleger governador do Paraná. A falta de nomes fortes em colégios eleitorais importantes traz problemas à campanha de Serra.

O trunfo de Alckmin, segundo seus aliados, é o favoritismo nas pesquisas pré-eleitorais, que o colocam na liderança com cerca de 50% das intenções.
Serra conversou recentemente com caciques do partido e informou que não vai falar em Presidência enquanto continuarem as indefinições nas candidaturas estaduais. Por essa razão, o comando nacional do partido decidiu que essas pendências precisam ser resolvidas na segunda quinzena de fevereiro, depois do Carnaval.

Alckmin, por sua vez, não quer arriscar seu favoritismo provocando a ira de Serra, que já tem problema demais com sua provável candidatura presidencial, cuja liderança nas pesquisas fica cada vez mais ameaçada com o aumento da popularidade da ministra petista Dilma Rousseff (Casa Civil).

Até que Serra se declare candidato à Presidência, Alckmin não deve defender publicamente sua candidatura.
Porque é que os EUA devem bilhões de dólares ao Haiti? Colin Powell, antigo secretário de Estado dos EUA, definiu a sua política externa como a "regra do Pottery Barn". Ou seja – "quem parte, paga".

Durante 200 anos os EUA fizeram tudo para "partir" o Haiti. Estamos em dívida para com o Haiti. Não é uma questão de caridade. Estamos em dívida para com o Haiti por uma questão de justiça. Indenizações. E não apenas os 100 milhões de dólares prometidos pelo presidente Obama – isso são trocos. Os EUA devem ao Haiti bilhões de dólares – com Bs maiúsculos.
Há séculos que os EUA têm feito tudo para dar cabo do Haiti.

Os EUA usaram o Haiti como uma plantação. Os EUA ajudaram a sangrar o país economicamente desde que ele se tornou independente, invadiu várias vezes o país com forças militarizadas, apoiou ditadores que violentaram a população, utilizaram o país como caixote do lixo para nossa conveniência econômica, arruinaram as suas estradas e a sua agricultura, e derrubaram os eleitos pela população. Os EUA até usaram o Haiti como os antigos proprietários de plantações e esgueiravam-se para ali freqüentemente para recreação sexual.
Eis a história mais resumida de algumas das principais tentativas dos EUA para dar cabo do Haiti.

Em 1804, quando o Haiti conquistou a sua independência da França na primeira revolução de escravos bem sucedida a nível mundial, os Estados Unidos recusaram-se a reconhecer o país. Os EUA continuaram a recusar o reconhecimento do Haiti durante mais 60 anos. Por quê? Porque os EUA continuavam a escravizar milhões dos seus próprios cidadãos e receavam que o reconhecimento do Haiti encorajasse a revolução dos escravos nos EUA.

Depois da revolução de 1804, o Haiti foi sujeito a um debilitante embargo econômico pela França e pelos EUA. As sanções americanas duraram até 1863. A França acabou por usar o seu poderio militar para forçar o Haiti a pagar indenizações pelos escravos que foram libertados. As indenizações foram de 150 milhões de francos. (A França vendeu todo o território da Louisiana aos EUA por 80 milhões de francos!).

O Haiti foi forçado a pedir dinheiro emprestado aos bancos da França e dos EUA para pagar as indenizações à França. Por fim, em 1947, foi finalmente feito um enorme empréstimo aos EUA para liquidar a dívida aos franceses. Qual o valor atual do dinheiro que o Haiti foi forçado a pagar aos bancos franceses e americanos? Mais de 20 mil milhões de dólares – com Bs maiúsculos.

Os EUA ocuparam e governaram o Haiti pela força de 1915 a 1934. O presidente Woodrow Wilson enviou tropas para o invadir em 1915. As revoltas dos haitianos foram dominadas pelos militares americanos – que mataram mais de 2000 num só confronto. Durante os dezenove anos que se seguiram, os EUA controlaram as alfândegas no Haiti, cobraram impostos e dirigiram muitas instituições governamentais. Quantos milhares de milhões foram aspirados pelos EUA durante esses 19 anos?

De 1957 a 1986, o Haiti foi forçado a viver sob as ditaduras de "Papa Doc" e de "Baby Doc" Duvalier, apoiados pelos americanos. Os EUA apoiaram esses ditadores econômica e militarmente porque eles faziam o que os EUA queriam e eram politicamente "anticomunistas" – ou seja, como se traduz hoje, eram contra os direitos humanos das suas populações. Duvalier roubou milhões ao Haiti e contraiu uma dívida de centenas de milhões que o Haiti ainda continua a dever. Dez mil haitianos perderam a vida. As estimativas revelam que o Haiti tem uma dívida externa de 1,3 mil milhões de dólares e que 40% dessa dívida foi contraídas pelos Duvaliers apoiados pelos EUA.

Há trinta anos o Haiti não importava arroz. Hoje o Haiti importa quase todo o seu arroz. Embora o Haiti fosse à capital do açúcar das Caraíbas, hoje também importa açúcar. Por quê? Os EUA e as instituições financeiras mundiais dominadas pelos EUA – o Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial – forçaram o Haiti a abrir os seus mercados ao mundo. Depois os EUA despejaram no Haiti milhões de toneladas de arroz e açúcar subsidiados pelos EUA – arruinando os seus agricultores e arruinando a agricultura haitiana. Ao arruinar a agricultura haitiana, os EUA forçaram o Haiti a passar a ser o terceiro maior mercado mundial do arroz americano. Foi bom para os lavradores americanos, mau para o Haiti.

Em 2002, os EUA suspenderam centenas de milhões de dólares de empréstimos ao Haiti que deviam ser utilizados, entre outros projetos públicos, como a educação, para estradas. São essas as mesmas estradas que as equipas de salvamento têm tido tanta dificuldade em percorrer atualmente!

Em 2004, os EUA voltaram a destruir a democracia no Haiti quando apoiou o golpe contra o presidente eleito do Haiti, Aristides.

O Haiti até é usado para recreação sexual tal como no tempo das antigas plantações. Analisem cuidadosamente as notícias e encontrarão inúmeras histórias de abuso de menores por missionários, soldados e trabalhadores caritativos. Mais ainda, há as freqüentes férias sexuais que americanos e outros estrangeiros passam no Haiti. Quanto se deve por isso? Qual o valor que lhe atribuiriam se fossem os vossos irmãos e irmãs?

Há anos que empresas americanas têm vindo a conluiar-se com a elite haitiana para dirigir oficinas escravizantes enxameadas de milhares de haitianos que ganham menos de dois dólares por dia.

O povo haitiano tem resistido ao poder econômico e militar dos EUA e de outros desde a sua independência. Tal como todos nós, os haitianos também cometem os seus erros. Mas o poder americano tem forçado os haitianos a pagar um preço enorme – mortes, dívida e abusos.
É tempo de a população americana se juntar aos haitianos e inverter o curso das relações EUA-Haiti.

Esta breve história mostra porque é que os EUA devem ao Haiti milhares de milhões – com Bs maiúsculos. Isto não é uma questão de caridade. É uma questão de justiça. É uma indenização. A atual crise é uma oportunidade para a população americana tomar consciência da história do nosso país no que se refere ao domínio do Haiti e dar uma resposta deveras justa.

Bill Quigley

17/Janeiro/2010

Para saber mais sobre a história da exploração do Haiti pelos EUA ver:

 Paul Farmer, The Uses of Haitihttp://www.assoc-amazon.fr/e/ir?t=resistirinfo-21&l=ur2&o=8

 Peter Hallward, Damming the Floodhttp://www.assoc-amazon.fr/e/ir?t=resistirinfo-21&l=ur2&o=8

 Randall Robinson, An Unbroken Agony: Haiti, from Revolution to the Kidnapping of a Presidenthttp://www.assoc-amazon.fr/e/ir?t=resistirinfo-21&l=ur2&o=8

O original encontra-se em:

http://www.countercurrents.org/quigley170110.htm .

Tradução de Margarida Ferreira.

Este artigo encontra-se em http://resistir.info